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segunda-feira, 19 de março de 2012
Último Ato:
O velho bufão está circulando pelo cubículo, ruminando pensamentos nada afáveis, há um cheiro leve e reconfortante de mofo no ar, os móveis são visivelmente ensebados, porém mantém alguma dignidade a atmosfera é pesada, as cortinas estão fechadas e a luz é pouca, como convém a um aposento que se pretende aconchegante como um útero de segunda mão, há exagero na decoração, o velho bufão chega a resmungar em tom baixo, as conclusões a que chega não são desprovidas de alguma razão, porém os pensamentos estão confusamente desconectados, tracejando voltas irregulares, uma após a outra, finalmente conclui: _Maldição! Vou me deitar, agora mesmo!
Dito isso, passa da conclusão à ação: mete-se debaixo de suas cobertas em sua cama majestosa e decadente.
Não pretende levantar-se NUNCA MAIS!
Fim.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
In medio stat virtus! (Aristóteles) Será?
No meio a virtude, ou seja sem exageros e extremos, mas em busca de um equilíbrio está a virtude, um pensamento coerente e muitas vezes incontestável do ponto de vista retórico, mas e na prática? É assim? E na aplicação empírica?
Eu sou um bom exemplo de um ser medíocre (sim, medíocre, sem a carga pejorativa que lhe é atribuída, quer apenas dizer mediano), pois eu não sou extremado em nada:
Não sou muito alto, nem baixinho demais, não sou magro, nem gordão, não sou rico, nem pobre tampouco, não sou lindo, nem feio, não sou bem sucedido, nem fracassado, não sou genial, porém tb não sou burro, enfim, um perfeitíssimo exemplar de homem mediano, aliás caminhando pra uma idade mediana tb, nem jovem, nem velho...E o que percebo de ser mediano é que não é nada virtuoso, é antes de tudo, apesar de englobado por uma categoria majoritária, viver em um limbo, uma massa cinzenta, amorfa e desunida, carente de uma identidade forte, de uma característica que sobressaia...
Uma vida mediana é uma vida sem muito sal e sem açucar, com uma paz opressora, uma certeza paquidérmica de que o amanhã se não for cópia do hoje será muito semelhante, não consigo ver virtude alguma nisso! Antes ser um desajustado com uma vida meteórica, curta, eletrizante e fugaz, ou mesmo um pária, bem situado e enturmado com seus iguais, apaziguado pela descoberta de seu nicho, do que um mediano tão distante do extremo paradisíaco logo acima, onde os exageros lhe são permitidos pelo poder e status, qto do andar debaixo, mundo cão onde há tb uma liberdade árida dos que sabem que nada tem a perder.
A mediocridade é uma prisão, nada virtuosa na prática.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Memórias
Receio que me causam muito mais impacto as memórias negativas que as positivas, eu me lembro bastante nitidamente todos os revezes que já sofri, por conta de minhas patetices mesmo ou de acasos infelizes, de certa forma, isso me parece ser uma maneira de ser impiedoso comigo mesmo, ou masoquista talvez.
Volta e meia pipoca na minha lembrança algum acontecimento lamentável de que fui protagonista, ou mero coadjuvante envolvido, e é um verdadeiro desfile torto de bizarrices, pequenos e grandes constrangimentos, alguns fatais até eu diria...fatais sim, uma vez que me dão a fatalista visão de que não me é mais possível viver sem um eterno travo de amargura, que todo meu legítimo momento de felicidade será sempre poluído por alguma lembrança desabonadora, alguma voz dizendo: "Tolo, não se regozije muito não...lembre-se disto ó: (e lá viria a memória infeliz oprimindo e embaçando tudo)"...
É acachapante viver assim, é desolador e é solitário carregar esse estigma...
:(
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Adelante Roncinante!
Me sinto algo quixotesco ultimamente, percebo que tenho dispendido toneladas de energia esmurrando pontas de facas, numa labuta completamente inútil em busca de coisa nenhuma que justifique isso.
Nada mais constrangedor que isso, é como treinar dias e dias para uma olímpiada bizarra e anônima, a faceta mais desoladora desse tipo de coisa é que sempre percebemos isso depois de já ter se debatido à toa e freneticamente como um peixe fora d'água, por dias a fio.
Se existisse um alarme anti-mico, ou anti-burrice seria a invenção do século.
Ouso dizer que o melhor a se fazer quando em um ambiente hostil é retirar-se tentando não ser percebido.
Nada mais constrangedor que isso, é como treinar dias e dias para uma olímpiada bizarra e anônima, a faceta mais desoladora desse tipo de coisa é que sempre percebemos isso depois de já ter se debatido à toa e freneticamente como um peixe fora d'água, por dias a fio.
Se existisse um alarme anti-mico, ou anti-burrice seria a invenção do século.
Ouso dizer que o melhor a se fazer quando em um ambiente hostil é retirar-se tentando não ser percebido.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Banalização
Parei a moto para tomar um lanche na padaria, e já do nada veio à mim um sujeito que nunca vi mais esdrúxulo, balbuciando palavras inintelegíveis, tentando criar algum elo de simpatia ou cumplicidade comigo, logo vi que se tratava da deplorável figura do flanelinha uma nova espécie que veio "abrilhantar" a já insólita fauna das grandes cidades.
Nem preciso dizer que o ignorei aparentemente, mas internamente ele já havia azedado meu fígado, mal paro seja onde for e já tenho que dar satisfação a um estranho, não gosto de interações dessa natureza, e ademais flanelinha para moto??? Oras, francamente...
Pois bem, uma vez instalado e mal-humorado na padaria, tratei de fazer meu pedido, obviamente sem descarregar meu mal-humor no atendente que nada tinha com a história do flanela.
Ok, pulando detalhezinhos, pormenores e perfumarias (senão viro um Joaquim Manuel de Macedo [já virando aliás de tanto me explicar])
Estava ogramente mastigando um misto-quente, quando na bela tv de lcd da padoca-chic, passa uma notícia de um deslizamento de terra em algum cafundó do Brasil que fez vítima uma criança, um garotinho pra ser mais exato.
Até aí nada de novo, agora tragédias pululam em todas as mídias a toda hora.
O grande lance é o efeito disso, a reportagem tentando a todo custo causar alguma comoção e toca a entrevistar a mãe, aflita, e se indignar com a situação etc...
E eu impassível...muito mais preocupado se o balconista ia demorar muito pra me trazer o açucar que havia pedido.
Daí o insight...a míseria humana não me comove, gente não me comove, muitos deslizamentos irão ainda vitimar muitos meninos pobres e muitas mães analfabetas ficarão angustiadas e aflitas, essa é a regra, é o normal, se comover porquê?
A facilidade da notícia, tirou qualquer possibilidade de espanto, as matérias jornalísticas passam uma indignação pasteurizada, as pessoas se indignam e se conformam na velocidade de um comercial de T.V.
Num segundo é a tragédia, e no segundo seguinte é uma chance de comprar um movél medonho em duzentas prestações de 1, 99 (aliás outra cretinice esse lance de ter sempre um 0,99 em todas as ofertas).
Enfim, ali percebi, que não quero saber de flanelinhas e seus problemas, não tô nem aí, pra meninos soterrados e suas mães sofridas, aliás essas reportagens são chatas e de mau-gosto, bem na hora que eu estava comendo.
Se ser humano é solidarizar-se com a dor do próximo, eu sou um alien e do tipo hostil, porque meu processo de brutalização me parece irreversível.
No máximo posso ser o mineiro da frase do Otto:
"Solidário no câncer"
Nem preciso dizer que o ignorei aparentemente, mas internamente ele já havia azedado meu fígado, mal paro seja onde for e já tenho que dar satisfação a um estranho, não gosto de interações dessa natureza, e ademais flanelinha para moto??? Oras, francamente...
Pois bem, uma vez instalado e mal-humorado na padaria, tratei de fazer meu pedido, obviamente sem descarregar meu mal-humor no atendente que nada tinha com a história do flanela.
Ok, pulando detalhezinhos, pormenores e perfumarias (senão viro um Joaquim Manuel de Macedo [já virando aliás de tanto me explicar])
Estava ogramente mastigando um misto-quente, quando na bela tv de lcd da padoca-chic, passa uma notícia de um deslizamento de terra em algum cafundó do Brasil que fez vítima uma criança, um garotinho pra ser mais exato.
Até aí nada de novo, agora tragédias pululam em todas as mídias a toda hora.
O grande lance é o efeito disso, a reportagem tentando a todo custo causar alguma comoção e toca a entrevistar a mãe, aflita, e se indignar com a situação etc...
E eu impassível...muito mais preocupado se o balconista ia demorar muito pra me trazer o açucar que havia pedido.
Daí o insight...a míseria humana não me comove, gente não me comove, muitos deslizamentos irão ainda vitimar muitos meninos pobres e muitas mães analfabetas ficarão angustiadas e aflitas, essa é a regra, é o normal, se comover porquê?
A facilidade da notícia, tirou qualquer possibilidade de espanto, as matérias jornalísticas passam uma indignação pasteurizada, as pessoas se indignam e se conformam na velocidade de um comercial de T.V.
Num segundo é a tragédia, e no segundo seguinte é uma chance de comprar um movél medonho em duzentas prestações de 1, 99 (aliás outra cretinice esse lance de ter sempre um 0,99 em todas as ofertas).
Enfim, ali percebi, que não quero saber de flanelinhas e seus problemas, não tô nem aí, pra meninos soterrados e suas mães sofridas, aliás essas reportagens são chatas e de mau-gosto, bem na hora que eu estava comendo.
Se ser humano é solidarizar-se com a dor do próximo, eu sou um alien e do tipo hostil, porque meu processo de brutalização me parece irreversível.
No máximo posso ser o mineiro da frase do Otto:
"Solidário no câncer"
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Regras Exceções e outros papos
É uma regra sem exceção o fato de eu não ser agraciado com benesses meramente advindas do acaso.
Daí me pergunto: Mas toda a regra num tem que ter exceção?
Não necessariamente, porque se é uma regra que toda regra tem de ter uma exceção, a regra (desagradável, diga-se de passagem) que me aflige apenas ratifica isso não tendo exceção alguma e assim sendo a exceção á regra de que toda regra tem de ter uma exceção.
E ponto final!
Daí me pergunto: Mas toda a regra num tem que ter exceção?
Não necessariamente, porque se é uma regra que toda regra tem de ter uma exceção, a regra (desagradável, diga-se de passagem) que me aflige apenas ratifica isso não tendo exceção alguma e assim sendo a exceção á regra de que toda regra tem de ter uma exceção.
E ponto final!
A Roda da Fortuna
"Ao desconcerto do Mundo
Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.
Luís de Camões"
Fato é que não posso me atrever a contar com a sorte jamais!
Sou do tipo que se em quermesse de igreja, comprar todas as casinhas que são opção para o coelho escolher uma e entrar, ele empaca no meio e não haverá o que o faça entrar em nenhuma!
Já perdi a conta de quantas vezes eu, incauto, já perdi dinheiro pela rua à fora fazendo a alegria do meu antônimo nesse mundo, ou seja, de algum sortudo. E nunca menos do que uma oncinha, (já que é pra perder, perco logo uma soma polpudinha, menos que cinquentinha nem vale a pena perder).
Onde trabalho atendendo o público, sempre que vejo ao longe uma monumental gata se aproximando e dando todos os sinais de que virá a mim recorrer para sanar alguma dúvida cruel, brota do ar algum ogro ou bruxa e sem medir esforços ou grosseria, passa a frente da moçoila vindoura, abortando a micro-sorte que embelezaria meu dia.
Consegui me livrar de andar em transporte coletivos, porque já estava entrando em parafuso, tamanha a regularidade de minha péssima sorte, era infalível estivesse cheio ou vazio, chuva ou sol, ao meu lado apenas bêbados delirantes, obesos suarentos, crianças infernais (hoje chamadas pelo pomposo nome de hiperativas) ou é claro a mitológica figura da baranga com o plus de sempre ser uma baranga já sênior sem pelo menos a juventude para amenizar o estado barangal.
Eu não sou contra bonanças meritórias, que venham pelo trabalho duro ou pela dedicação árdua, mas sempre???
Sempre para mim tem de ser assim??? Na raça, à fórceps?? nunca uma sortezinha distraída? Um bônus do acaso???
Tudo tem de ser arduamente batalhado? E numa era que neguinho mostra peitoral, ou periguete mostra bunda e faz fama e fortuna???
Eu só me dou bem ralando muito, ou dando uma trapaceadinha inocente...
Mas tem de ser inocente mesmo, porque se eu cagar fora do penico...ahhhh meu amigo, que lê "essas mal-traçadas-linhas", a punição vêm no tempo de um click, a toque de caixa!
Comigo é pá e pum, crime e castigo, Raskólnikov "Rulez"!
Mesmo sabendo disso tudo vou espernear até o fim, não quero nem saber, vou ser teimoso feito um Michael Jackson, não vou aceitar essa ziquizira toda que teima em ser minha constante!
Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.
Luís de Camões"
Fato é que não posso me atrever a contar com a sorte jamais!
Sou do tipo que se em quermesse de igreja, comprar todas as casinhas que são opção para o coelho escolher uma e entrar, ele empaca no meio e não haverá o que o faça entrar em nenhuma!
Já perdi a conta de quantas vezes eu, incauto, já perdi dinheiro pela rua à fora fazendo a alegria do meu antônimo nesse mundo, ou seja, de algum sortudo. E nunca menos do que uma oncinha, (já que é pra perder, perco logo uma soma polpudinha, menos que cinquentinha nem vale a pena perder).
Onde trabalho atendendo o público, sempre que vejo ao longe uma monumental gata se aproximando e dando todos os sinais de que virá a mim recorrer para sanar alguma dúvida cruel, brota do ar algum ogro ou bruxa e sem medir esforços ou grosseria, passa a frente da moçoila vindoura, abortando a micro-sorte que embelezaria meu dia.
Consegui me livrar de andar em transporte coletivos, porque já estava entrando em parafuso, tamanha a regularidade de minha péssima sorte, era infalível estivesse cheio ou vazio, chuva ou sol, ao meu lado apenas bêbados delirantes, obesos suarentos, crianças infernais (hoje chamadas pelo pomposo nome de hiperativas) ou é claro a mitológica figura da baranga com o plus de sempre ser uma baranga já sênior sem pelo menos a juventude para amenizar o estado barangal.
Eu não sou contra bonanças meritórias, que venham pelo trabalho duro ou pela dedicação árdua, mas sempre???
Sempre para mim tem de ser assim??? Na raça, à fórceps?? nunca uma sortezinha distraída? Um bônus do acaso???
Tudo tem de ser arduamente batalhado? E numa era que neguinho mostra peitoral, ou periguete mostra bunda e faz fama e fortuna???
Eu só me dou bem ralando muito, ou dando uma trapaceadinha inocente...
Mas tem de ser inocente mesmo, porque se eu cagar fora do penico...ahhhh meu amigo, que lê "essas mal-traçadas-linhas", a punição vêm no tempo de um click, a toque de caixa!
Comigo é pá e pum, crime e castigo, Raskólnikov "Rulez"!
Mesmo sabendo disso tudo vou espernear até o fim, não quero nem saber, vou ser teimoso feito um Michael Jackson, não vou aceitar essa ziquizira toda que teima em ser minha constante!
sábado, 14 de novembro de 2009
Encontrei esse texto no fundo baú...
Passava eu um café, o sol entrava manso por entre frestas, o ar cheirava a hortelã.
O dia parecia estar felinamente espreguiçando-se, eu me sentia leve e plenamente satisfeito...harmônico.
Quando um calafrio estranho percorreu minha espinha, um toque gélido, cheio de presságios.
Vocalizei um brrrr, que frio estranho, esfreguei em "xis" meus braços e me ative ao café, o sol fugiu em pânico e a porta retumbou toc toc toc ...toc toc toc...
_Já vou! Respondi, levemente incomodado...TOC! TOC! TOC!...Abro a porta e em um instante a lufada de vento entra violenta, cheia de gritos de aflição, carregada de pragas, de ódios calados, de rancor subserviente, conchavos malignos, de planos de vingança, de dor, de fúria, de desesperança.
Em um instante tudo virou anos.
Quando o barulho da cafeteira me despertou do estado catatônico, foi um despertar de séculos, entre um abrir e fechar de portas, a cafeteira arfava feito um animal raivoso, as janelas batiam, panelas caiam, copos se quebravam, tudo sacudia, tremia, rangia e gemia como almas na danação.
O furacão passou rápido, fulminante, fatal.
Nada mais havia que lembra-se uma manhã lânguida e acolhedora de sol.
Eu estava com os ombros arqueados, pesava agora toneladas, tudo coberto por camadas e camadas de poeira, tudo feio, triste, cinza, tudo horrível, e eu também...
Tudo horrível e eu também...
Tudo horrível E EU TAMBÉM!
PARA SEMPRE!
O dia parecia estar felinamente espreguiçando-se, eu me sentia leve e plenamente satisfeito...harmônico.
Quando um calafrio estranho percorreu minha espinha, um toque gélido, cheio de presságios.
Vocalizei um brrrr, que frio estranho, esfreguei em "xis" meus braços e me ative ao café, o sol fugiu em pânico e a porta retumbou toc toc toc ...toc toc toc...
_Já vou! Respondi, levemente incomodado...TOC! TOC! TOC!...Abro a porta e em um instante a lufada de vento entra violenta, cheia de gritos de aflição, carregada de pragas, de ódios calados, de rancor subserviente, conchavos malignos, de planos de vingança, de dor, de fúria, de desesperança.
Em um instante tudo virou anos.
Quando o barulho da cafeteira me despertou do estado catatônico, foi um despertar de séculos, entre um abrir e fechar de portas, a cafeteira arfava feito um animal raivoso, as janelas batiam, panelas caiam, copos se quebravam, tudo sacudia, tremia, rangia e gemia como almas na danação.
O furacão passou rápido, fulminante, fatal.
Nada mais havia que lembra-se uma manhã lânguida e acolhedora de sol.
Eu estava com os ombros arqueados, pesava agora toneladas, tudo coberto por camadas e camadas de poeira, tudo feio, triste, cinza, tudo horrível, e eu também...
Tudo horrível e eu também...
Tudo horrível E EU TAMBÉM!
PARA SEMPRE!
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